Ir para o conteúdo

Reconstrução mamária

De Cirurgia Plástica — Manual do Paciente

Conteúdo em revisão médica. Informação educativa; esclareça as orientações para seu caso com a equipe que acompanha você. Situação da revisão.


A reconstrução mamária procura recuperar o contorno da mama após sua retirada ou alteração pelo tratamento. Pode usar implantes, tecidos do próprio corpo ou uma combinação. Reconstruir, adiar a decisão ou optar por não reconstruir são escolhas que merecem informação e respeito.

Tratamento oncológico e objetivos pessoais

A conversa deve ocorrer de forma coordenada entre as equipes que acompanham você. Localização da doença, cirurgia necessária, possibilidade de radioterapia, condição de saúde e preferências influenciam as opções. A reconstrução imediata começa no mesmo momento da retirada da mama; a tardia é planejada posteriormente.

Esses caminhos não formam uma competição. Uma indicação diferente da recebida por outra pessoa pode refletir uma situação oncológica ou clínica diferente. Pergunte por que determinada sequência foi proposta e quais alternativas continuam possíveis.

Como comparar as opções

Com implantes, pode ser necessário um expansor antes da prótese definitiva. Na reconstrução com tecidos próprios, um retalho leva tecidos de outra região para a mama; algumas técnicas utilizam microcirurgia. É preciso considerar tanto a mama quanto a área de onde o tecido será retirado.

Além do volume, a discussão pode incluir aréola, mamilo e eventual procedimento na outra mama. Nem todas as etapas precisam ser feitas juntas. A expectativa de resultado deve abordar formato, cicatrizes, sensibilidade e a possibilidade de intervenções futuras.

Uma reconstrução não devolve necessariamente a mesma sensação de antes. Pergunte o que é provável em relação ao toque, à percepção corporal e à vida cotidiana. Você pode trazer essas dúvidas mesmo quando a prioridade da consulta parece ser apenas a técnica.

Cuidado depois da cirurgia

A recuperação da cirurgia mamária deve ser adaptada à técnica. Curativos, drenos, mobilidade do ombro e apoio em casa precisam de instruções próprias. Quem recebe um retalho também terá cuidados com a área doadora.

Entre as complicações possíveis estão infecção, seroma, hematoma e problemas de vitalidade de tecidos. Com próteses, também existe um acompanhamento específico dos implantes. Os retornos da reconstrução não substituem o acompanhamento do câncer.

Perguntas frequentes

Preciso decidir tudo imediatamente? Nem sempre. Pergunte quais decisões têm prazo relacionado ao tratamento e quais podem ser retomadas depois. Ter tempo e apoio pode facilitar a escolha.

Reconstruir é obrigatório para me recuperar emocionalmente? Não. A experiência é individual. Apoio emocional deve estar disponível independentemente da opção escolhida.

Se eu não quiser uma nova mama, há planejamento cirúrgico? Sim. A conversa pode incluir fechamento plano do tórax e uso opcional de prótese externa. Não reconstruir também merece atenção ao contorno e ao conforto.

O acompanhamento por imagem será igual ao anterior? Não presuma isso. O plano de exames das mamas depende do tecido remanescente, da reconstrução e da orientação oncológica. Peça uma explicação por escrito sobre cada lado.

Páginas relacionadas

Referências e materiais consultados


Projeto editorial de Marco Bósio. Como este conteúdo é revisado. Informação educativa; a orientação individual depende da avaliação de quem acompanha você.